Título: Os Assassinos do Cartão-Postal
Autor: James Patterson e Liza Marklund
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 304
Resenha: Talvez seja estranho falar, mas Os assassinos do cartão-postal é o primeiro romance policial que leio. Não que não sinta interesse sobre algumas obras famosas do gênero, só que nunca esteve no topo do interesse da minha enorme lista de livros. E então, em um encontro literário sobre romances policiais realizado pela Editora Arqueiro eu acabei conhecendo o novo lançamento do James Patterson (lançamento na época). E logo procurei adquiri-lo para conhecer sobre a grande fama que o autor tem, não somente nos romances policiais, mas em toda a literatura.
O livro nos apresenta Jacob Kanon, um detetive da policia de Nova York que não ira descansar até encontrar o casal de serial killer que vem matando casais apaixonados por onde passa. Só que Jacob não está envolvido somente profissionalmente, mas também emocionalmente. Pois sua filha, Kimmy, e seu marido, foram uma das vítimas dos assassinos. Sendo assim, ele não poupará esforços até que esses insanos estejam presos ou mortos.
Os assassinos vem cometendo esses crimes por onde passa e, apesar de já ter uma grande lista de casais mortos, a policia ainda não tem nenhuma informação sobre quem são. A única pista deixada para trás são cartões-postais direcionados aos jornalistas da cidade onde os crimes são cometidos, como um aviso de que logo teriam mais um assassinato e, então enviavam fotografias das mortes, para que a policia tentasse descobrir o local onde havia ocorrido o crime.
Eles mataram minha filha em Roma - explicou. - Cortaram a garganta de Kimmy w Steven em um quarto de hotel em Tratevere. Então, sim, estou obsessivo. E eu vou persegui-los até o inferno congelar.
Dessie Larsson, repórter sueca, é o mais novo alvo dos seriais. E agora com a ajuda de Dessie, Jacob irá parar os assassinos a todo custo. Nem que isso coloque sua profissão e vida em risco.
As pessoas podem ser convencidas de qualquer coisa, pensou. Qualquer coisa era melhor do que uma vida sem significado. Por isso existem religião, clubes de futebol e torturadores voluntários a serviços de ditadores
Previsível. É a palavra que uso para descrever o livro. Apesar de ser o primeiro romance policial lido, houve certas momentos no livro em que, simplesmente, o leitor já sabia a resposta. Nossos personagens principais não são lá motivos de orgulho. Depois da morte de Kimmy, sua única família, Jacob mostra seu lado obscuro várias vezes no livro. Tentando até um suicídio (não isso não é um spoiler, é um fato). Apesar do livro ter uma escrita rápida e que flui facilmente, me encontrei com dificuldades de apegar aos personagens e a história.
Todo o drama é girado em torno de uma busca sem fim de vingança/justiça de Jacob. O que faz o leitor ficar doido. Porque Kimmy ? O que ela fez para merecer e blá blá blá
Pra falar a verdade foi bem engraçado ver os assassinos dar um grande bolo nos policiais. Isso certamente foi o único ponto alto do livro.
Na arte conceitual, a ideia, ou conceito, é o aspecto mais importante da obra. A ideia se torna a máquina que produz a arte.
Eu poderia muito bem ter largado o livro nas primeiras 100 páginas, porém, eu queria terrivelmente saber o porque o casal de assassino cometia tantos crimes - Cheguei a criar suposições até legais para tal coisa. - E então para o leitor que chega á última pagina do livro, temos a grande revelação .... ops, a grande suposição do detetive. Isso mesmo, vamos viver de suposições porque é legal!
Enfim, o livro não me conquistou. Teve alguns pontos onde achei que enfim a leitura teria um grande salto, ( e teve milhares de oportunidades) mas fiquei esperando isso acontecer até a última página.
E nem irei comentar sobre o lindo romance que rolou, por que eu não quero me estender e você não precisam perder mais tempo nisso aqui.
Com as pouquíssimas pessoas com a qual conversei sobre o livro, somente uma teve a mesma decepção que eu . Espero que haja leitores que já tenham lido esse livro. Se gostou me convença a ver o livro com outros olhos. Se não, entre na lista (risos).
Beijos pessoal, até mais.






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